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Carismática prega união no que nos une, mas nos ataca pelo que nos separa |
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Cartas -
RCC
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Remetente: ''A.''
Religião: Católica
Data: 26/06/2007
Cidade: Campo Grande / MS
"temos q pensar no q nos une e não no que nos separa.. somos igreja".....
pq uns qrem sabe mais q os outros, ou qrem ter mais razões é que a nossa igreja está tão dividida.
Não vou discutir isso com vc.. até pq não sou nem um pouco alienada como vc disse....estudo a rcc, leio a bíblia.. tenhu oração pessoal!
sempre te tratei com mto amor e respeitei sua posição.....
respeitar é amar... mto diferente de exortar....não so como jonralista.. mas como "cidadã", ou"cristã" deveria saber disso....
ahhh.. e qto as músicas.....hehe.. já vi vc cantando uma delas.... pq será neh???
Com amor e a ALEGRIA que vem do coração de DEus.....
Deus abençoe..... e que o Santo Inspirito possa esvaziá-la das vontades humanas.. e preenchê-la com a sua docilidade.....
não sejamos tão legalistas.. o amor ainda é maior de todos os dons....
ahh .. a RCC foi aceita pela "nossa" igreja....se vc realmente ama a sua igreja deve respeitá-la... e aceitá-la com todosseus movuimentos e pastorais....
aaa.. outra coisa.. afirmar q muitos saem da igreja por causa da rcc.....vc está enganada.. ou pelo menos generalizando sua opinião.....ou então vc é que é aliendade e não dá ouvidos ao que as pessoas dizem;....o que eu ouço é mto diferente!!!!
A RCC é o kairós dento da Igreja Católica Apostólica Romana!
e, outra ao invés de pensar em latim....escrever em latim....pensar na missa como algo egoísta.... pensemos na eucaristia que cura, salva. liberta..... pensemos q muitos precisam de DEus....de Jesus Eucarítico que só é encontrado dentro da nossa igreja....pensemos e peçamos castidade que a nossa igreja pede... e principalmente......no que Jesus pediu, e o Papa hje nos diz: DEus é amor!!!!
Desculpe a demora.. é que sou bastante relutante para responder emails como este... prefiro rezar pela pela pessoa..... e pedir DEus abençoe, curando e libertando de todos os males.. carências.. e até mesmo da falta de amor!
Fique na paz!!!
"Vou segundo enquanto tantos não entendem.... vou cantando a minha história.. profetizando que eu posso... tudo possso... em Jesus"
Prezada “A”,
Salve Maria.
Sua lamentável carta de defesa a Rcc é mais uma prova incontestável da perversidade desse movimento difusor da doutrina protestante-pentecostal. Nosso Senhor disse que pelos frutos se conhece a árvore, e suas idéias são frutos dessa péssima árvore que só produziu divisão e apostasia entre os católicos.
O que esperar de um fiel seguidor de um movimento que só dissemina o sensualismo romântico, o relativismo, o indiferentismo ecumênico e a heresia do Cristo experimental, senão contradições teológicas? A inteligência não é o forte do movimento carismático, pois o que vale é a experiência com Cristo e não as verdades reveladas por Deus que são confirmadas pela Igreja.
Iludidos pela propaganda herética dos difusores do protestantismo, os pobres jovens, assim como você, acabam por se deleitarem nas noitadas de “rock-cristão” buscando nessas baladas infectadas da irracionalidade romântica, o doce toque de Deus no coração. O carismático eufórico em sua histeria, pula, grita, chora, esperneia, e disso pensa estar passando por um processo – muito estranho – de conversão.
A Rcc não passa de um movimento protestante que produziu jovens sonhadores, românticos, melosos, tolerantes e dialogantes como o ecumenismo do Vaticano II. Porém, com o mínimo, para não dizer nada, de conhecimento doutrinal. Dizem ser evangelizadores de Cristo, mas duvido que saibam pelo menos os rudimentos da Fé como ensina o Catecismo da Igreja. O precioso tempo dos jovens da agitação é voltado para as cristotecas que não passam de um culto às paixões e ao sensualismo.
Nosso Papa Bento XVI – quando ainda Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé – afirmou ser o Rock, mesmo o “cristão”, uma expressão das paixões que pode tornar-se um "anti culto" , isto é, um culto anti-cristão:
"O rock é uma expressão básica das paixões que, em grandes platéias, pode assumir características de culto ou até de adoração, contrários ao cristianismo" (Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI).
Entretanto, contrariando toda e qualquer autoridade eclesiástica, porque julgam ter o acesso direto a Deus, a nova geração carismática empenha-se na promoção de delírios sob o som de musiquinhas recheadas de letras quase sempre nada ortodoxas, com ritmos alucinantes ou melosamente dóceis que promovem o extermínio da razão e da Fé.
A tal revolução carismática não foi um novo pentecostes como pensam seus fanáticos membros, mas um velho romantismo que, desde 1789, repugna a razão.
Podemos definir a Rcc como um processo de sentimentalização pentecostal que, concomitantemente, ocasiona o atrofiamento intelectual. Essa destruição espiritual é resultado de uma doutrina aniti-hierárquica, anti-ortodoxa e anti-intelectual, seguida de grunhidos e sensualismo corporal. Quando digo grunhidos, refiro-me a tal oração em línguas estranhas, que, nos cultos carismáticos, não passam de um escandaloso exibicionismo ou, em certos casos, possessão diabólica. Longe de ser o novo pentecostes, é um retorno à torre de babel da confusão de línguas, onde todos falam e ninguém se entende.
Crer é um ato da inteligência e não da emoção ou experiência subjetiva com a divindade. Não é o mero agradável que converte, mas a verdade divina que proporciona à alma a Luz da Fé.
Nem é preciso recorrer a outras fontes como Canção Nova, teólogos carismáticos ou aos livrecos do Pe. Jonas Abibi para provar os erros desse protestantismo infiltrado na Igreja. Sua carta é suficiente para isso.
Seguindo os delírios do romantismo, você repete a célebre frase que se tornou o hino oficial dos amantes do ecumenismo:
"temos q pensar no q nos une e não no que nos separa.. somos igreja".....(sic)
Em oposição ao seu hino da hipocrisia, passarei a destacar não o que nos assemelha, mas o que nos separa.
O primeiro erro que nos separa, porque só a verdade une, é o atrevimento carismático de proclamar-se Igreja. Ora, nós pertencemos a Igreja por nossa fé, pelo batismo e reconhecimento do Romano Pontífice. Somos membros do corpo da Igreja, e não a Igreja.
Os membros estão unidos ao corpo, porém, não são o corpo. Os ramos estão unidos à videira, mas não são a videira. Um médico não pode dizer que é a medicina, e da mesma forma, um católico também não pode proclamar-se A Igreja.
A medicina é uma ciência e a Igreja é Cristo. Somos apenas membros do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja.
Você disse que lê a Bíblia, prática comum entre os protestantes. No entanto, está na Sagrada Escritura – que você diz ler – que a Igreja é santa e irrepreensível, não possuindo mácula e nem ruga (Ef 5,27). Também está dito que a Igreja é o Corpo de Cristo e que nós, fiéis, somos os membros desse Corpo (Ef 5,23; 5,30).
A Igreja é Corpo, logo não é membro. Nós somos os membros e não somos o Corpo. A Igreja é Santa por sua cabeça que é Cristo. Os fiéis são pecadores que necessitam da Igreja que os santifica.
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Proclamar-se Igreja é considerar-se salvo, pois só se perde quem morre em pecado mortal, ou quem se separa do Corpo da Igreja por pecado contra a Fé ou por cisma. Se somos o próprio corpo, e sendo esse corpo santo e divino, não há como nos condenarmos. Estaríamos todos salvos, pois seria um absurdo Deus mandar sua própria Igreja, que é santa e irrepreensível, para o fogo do inferno. Por isso a Rcc só quer festejar com seus corinhos carvanalescos e com sua Missa-Show a salvação que julga ter garantida, como diz Padre Jonas Abib.. Afinal, se somos a Santa Igreja – como você diz – porque preocupar-se com o pecado? E essa certeza de salvação é própria da crença protestante que a Rcc assimilou e ensina , por ser de origem protestante.
Os carismáticos, assim como os protestantes, se arrogam possuir o Espírito Santo em seus cultos pentecostais, tornando desnecessária a Igreja e o Papa. Cada fiel seria autoridade de si mesmo. Daí nasce a absurda conclusão de que “nós somos a Igreja”.
Aceitar essa tese de que os pecadores são a Igreja, é admitir que a própria Igreja é pecadora, o que vai diretamente contra o Credo.
No Credo professamos a Fé na Igreja Santa e não na Igreja pecadora dos carismáticos.
São esses erros contra a Fé que você aprende em suas reuniões carismáticas? São esses os “belos” frutos desse movimento que penetrou na Igreja como um lobo devorador de almas?
Sua carta atesta: a Rcc é protestante e não católica.
Destacando ainda o que nos separa, porque só a verdade une, você também repete o falido slogan ecumênico de esquecer as diferenças por amor ao que há de comum . Esse é outro erro grave. A caridade manda condenar e não esquecer os erros. A sua pseudo caridade, que não é católica, seria um esquecimento das diferenças e uma exaltação do que se tem em comum.
Na ausência de coerência – comum entre os carismáticos que só querem rebolar profanamente em cristotecas – você pede para que esqueçamos as diferenças que nos dividem, no entanto, acabou esquecendo de esquecer nossas diferenças. Nessa amnésia momentânea de pura contradição, você nos acusou de estarmos cheios de vontades humanas; de sermos muito legalistas e de não respeitarmos e muito menos aceitarmos a protestante Rcc.
Quanta diferença você notou, prezada “A”!
Onde está sua coerência carismática? Se você manda esquecer as diferenças, porque fez questão de destacar várias delas existentes entre nós, contrariando seu hino ecumênico de amor a mentira e desprezo a verdade? A coerência não é mesmo seu forte.
Nosso Senhor não mandou seus apóstolos esquecerem as diferenças para unirem-se com os hereges. A ordem foi para ensinar a todos, e não unir-se a todos.
É a verdade que une; o erro separa.
Cristo veio para separar os bons dos maus, trazendo a divisão e não a união de ambos na contradição: "Vim trazer não a paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão... " (Mt 10, 34-35). Se Cristo trouxe a divisão, como você pretende promover a união do verdadeiro com o falso? Deus irá separar o joio do trigo e não buscar o que há de semelhante entre eles. No Juízo final não haverá uma grande reunião ecumênica em prol do esquecimento das diferenças que separam as almas de Deus. O que ensina a Igreja e a Sagrada Escritura, é que Deus vai apontar justamente as diferenças, isto é, os pecados para condenar ao inferno os que estão a sua esquerda (os réprobos), e as virtudes para premiar com o Céu os que estão a sua direita (os justos).
A caridade não ensina o respeito aos erros alheios. Isso não está no Catecismo que você não estudou. O amor Charitas manda condenar os erros do próximo e ensinar os ignorantes. Os erros existem para serem condenados e não esquecidos ou respeitados. Quem respeita a mentira é cúmplice dela.
Esse princípio do esquecimento por amor ao que é comum, leva até mesmo à união com os satanistas que também possuem um ponto em comum conosco: eles também são monoteístas. Porém, a diferença essencial é que o deus deles é o Diabo.
Diria você aos satanistas: “esqueçamos o que nos separa (o Diabo), busquemos o que nos une (o monoteísmo)”.
O médico que adotasse esse “caridoso” método ecumênico entre os doentes provocaria a morte em massa no hospital.
Por amor à igualdade, diria o médico: “esqueçamos as diferenças (as doenças), busquemos o que nos é comum”.
Não distinguir as diferenças nos seres é tratá-los de modo absurdamente indiferente, ou seja, com um miserável “tanto faz”. Ora, entre um burro e um homem existem várias coisas em comum (ambos se alimentam, reproduzem, possuem corpo etc.), porém, há uma diferença essencial: o homem é um animal racional e o burro não. Esquecer essa diferença significa não distinguir a superioridade ontológica do homem em relação aos outros animais, reduzindo-o ao nível de um burro de carga.
Se o que nos separa deve ser esquecido, como haverá missões para converter pagãos? Que utilidade teriam os apóstolos se estes devem esquecer os pecados que perdem as almas? Cristo fundou uma Igreja militante para combater o mal, e não tolerante para respeitar mentiras. Os apóstolos foram enviados como cordeiros entre lobos para ensinar e batizar, convertendo os ignorantes e os hereges para a verdadeira e única religião fora da qual ninguém pode se salvar.
Esse respeito carismático às heresias não foi ensinado por Deus, não é bíblico!
Cristo não respeitou as diferenças de seu tempo. Foi Ele que por amor à verdade – e por ser a Verdade – expulsou os vendilhões do Templo à chicotadas, de modo nada respeitador. Foi por amor às almas que Cristo chamou os Fariseus de serpentes, filhos do Demônio, víboras, hipócritas, guias cegos, distinguindo-os como filhos do demônio, em oposição aos verdadeiros filhos de Deus.
Amar não é um simples respeito como você diz. Amar é ensinar a Verdade e condenar a mentira. Respeitar e defender o bem, detestando e combatendo o mal.
Por isso está dito no Livro do Eclesiastes:
"Repreende o teu próximo, porque muitas vezes se diz o que não é verdade" (Eclo 19,15).
Amar não é se sentir bem, mas querer bem, e, primeiramente, o Bem Absoluto que é Deus.
Não há oposição entre amor e repreensão, como você expõe. Isso é falso!
Foi por amor que São Paulo ordenou TAPAR A BOCA dos hereges e repreendê-los SEVERAMENTE.
"Com efeito, há muitos insubmissos, charlatães e sedutores, principalmente entre os da circuncisão. É necessário tapar-lhes a boca (...) repreende-os severamente, para que se mantenham sãos na fé," (Tt 1, 10-13)
Os pais repreendem e castigam seus filhos porque os amam. O professor pune o aluno que não estudou e o exorta a estudar. Tudo por amor! E assim também é Deus:
"Eu REPREENDO e CASTIGO aqueles que amo”. (Ap 3,19)
Ora, a repreensão exige apontar as diferenças e não buscar os pontos em comum.
Por acaso você obedece à ordem de São Paulo tapando a boca dos hereges que só querem disseminar a mentira dentro e fora da Igreja?
Contra o ecumenismo carismático, ficamos com a caridade de São Paulo.
Seguindo adiante no exame de sua carta, você, que não se preocupou em esquecer as diferenças, nos acusou de legalistas, afirmando ser o amor o maior dos Dons.
Estaria você desvalorizando a obediência à Lei de Deus como faziam os fariseus?
Ora, não há amor sem obediência à Lei Divina. Nosso Senhor disse que não veio abolir a Lei, e que nenhum jota lhe seria tirado. Disse ainda que aquele que violar o menor dos mandamentos será declarado o menor em seu Reino. Essas verdades estão todas na Bíblia que você diz ler. (Mt 5, 17-19).
Eram os fariseus que não obedeciam a Lei por causa de suas tradições humanas. Por isso Cristo, que não respeitou as diferenças, os acusou de terem mudado a Lei e de não cumpri-la:
"E assim, vós, por causa de vossa tradição, mudastes o mandamento de Deus" (Mt. XV, 6)
"Por ventura não vos deu Moisés a Lei ? E, contudo, nenhum de vós observa a lei" ( Jo. VII, 19).
O verdadeiro amor provém da Fé, e essa virtude consiste em aceitar toda a verdade revelada. Logo, não há amor sem a plena aceitação e observância da Lei de Deus.
Para os carismáticos a experiência pessoal com Cristo excede toda compreensão e toda Lei. Se a Lei divide os bons dos maus, esquecem-na, por amor à igualdade. O amor carismático carece de Lei e de dogmas, pois é puramente irracional. A Igreja carismática seria igualitária, sem hierarquia, cada fiel sendo orientado diretamente pelo Espírito Santo. A verdade se daria no coração de cada homem, especificamente da leitura da Bíblia, que produziria uma experiência mística com a divindade.
Essa é justamente a Igreja sonhada por Lutero e que a Rcc pretende concretizar com sua revolução carismática.
Quão protestante é a Rcc e quão cegos são seus membros.
Prosseguindo em sua carta, encontrei mais um péssimo fruto que só pode ser obra da venenosa árvore carismática:
“pq uns qrem sabe mais q os outros, ou qrem ter mais razões é que a nossa igreja está tão dividida”. (sic)
Mais uma vez lhe enganaram!
A divisão atual entre os católicos não é conseqüência da busca do saber, mas da falta de saber e de humildade para aprender. Um professor procura saber mais que seus alunos para ensiná-los, e isso não os divide. O padre tem que saber mais que os fiéis para ensinar-lhes a doutrina e mantê-los unidos na mesma Fé. O problema atual não está no saber mais, mas o que saber. E hoje, o que mais se aprende é o pecado contra a Moral e contra Fé.
Veja-se pelos abusos nas Missas que aumentaram e que o Papa quis coibir com o decreto Redemptiones Sacramentum, mas que muitos, inclusive a Rcc, pouco caso fizeram dessa advertência papal.
Hoje, quase ninguém quer saber de doutrina. Se há uma disputa, é de quem sabe menos a verdade. Os padres que deveriam ensinar o povo, geralmente estão preocupados com os marginalizados, com a Amazônia, enquanto milhares de fetos são abortados. São poucos os que sabem a verdade imutável e quase ínfimos os que jejuam pelos pecados do povo. Deus é amor, dizem eles. E nesse amor espúrio incluem até mesmo as mentiras do Diabo.
Se uns querem ter mais razões que outros é porque perderam a razão de ser católicos. Por isso tornam-se qualquer coisa, menos Católicos Apostólicos Romanos. É a Igreja que nos dá a Razão de viver e de lutar. É pela Igreja, e não por nossas razões pessoais, que devemos morrer. É a verdade católica que produz a unidade entre os bons. Mas hoje não se busca a verdade de sempre: os moderninhos querem novidades, e sempre novas. Uns querem o fim do celibato, outros a união homossexual. Há quem deseje a liberação do aborto, e que ainda se julga católico. Temos racionalistas que com orgulho levantam a bandeira vermelha do PT. Mas esses, por incrível que pareça, usam batina. Ahhhh! Engano-me! Hoje não se usa mais batina. O padre não quer mais ser Reverendíssimo, optou-se pelo educado e igualitário “você”. Usa calça e camisa comum como todo mundo e masca chiclete como todo mundo. Tudo pelo fim das diferenças por amor ao que nos une. Também não podemos nos esquecer daqueles que se julgam “batizados no fogo”, que falam em línguas estranhas, que profetizam, e são guiados, não pelo Papa, mas pelo espírito que lhes “fala nas profundezas do coração”. Esses são os místicos, superiores aos racionalistas da Teologia da Libertação.
Hoje temos de tudo! E por amor ao que nos une!
Essa busca pela união já perdura por quatro décadas de trevas e o que vemos é só divisão. Pretendeu-se unir católicos e hereges, e dividiram-se os católicos.
Onde estão os católicos que quase já não mais se os vê? Católicos que não rebolam em cristotecas e que dobram os joelhos e rezam; católicos que não se deixam enganar pelas paixões, mas que estudam a doutrina para defendê-la dos ataques dos inimigos de Deus. Onde estão aqueles que são apenas Católicos Apostólicos Romanos, sem carismático e sem renovação?
São poucos, quase raros. Lamentável!
Se há divisão, é por falta de conhecimento da verdade e por falta de obediência à Igreja e ao Papa. Se há divisão entre os membros da Igreja, grande culpa tem a protestante Rcc que quer saber mais que o Papa, mais que os Doutores da Igreja, pretendendo possuir o Espírito Santo em delivery. Se há divisão, é porque cada um se julga a Igreja, assim como você.
Se há divisão é porque há mentira. Se a Igreja é Una, é porque existe uma só Verdade. E entre verdade e mentira não há diálogo, não há união. Entre coisas opostas, há guerra! Por isso, na história há uma luta entre o bem e o mal, entre a Igreja de Cristo e a sinagoga de Satanás, como ensinam os Santos Doutores.
É no inferno que há a união ecumênica total dos perversos. Para o Céu só vai católico!
Após tantos erros carismáticos em sua carta tão pequena, você ainda nos diz que a Igreja está dividida.
Mais uma vez você foi enganada.
Então você professa a fé numa Igreja dividida. Sinto dizer-lhe, mas você acaba de decretar nossa absoluta divisão. Não podemos estar unidos com alguém que professa um Credo contrário ao Credo Católico. Se sua Igreja está dividida, nós não pertencemos à mesma Igreja, pois não professamos o mesmo Credo. Na Missa dominical reafirmamos a Fé na Igreja UNA e não na Igreja dividida. Esse credo carismático que você aderiu não passa de uma heresia!
A unidade da Igreja provém da Fé que é una e indefectível; por ter um só supremo pastor, o Papa, e uma só cabeça, Cristo. Pode haver divisão entre os membros Igreja, entre os fiéis, mas nunca na Igreja que é Una.
A Igreja é o Corpo Místico de Cristo, e por isso é indivisível. A túnica de Cristo, que representava a Igreja, não foi dividida. Os soldados tiraram sorte sobre ela: "Repartiram os meus vestidos entre si, e lançaram sorte sobre a minha túnica". (S. João, XIX, 24).
Foi assim que ensinou um Papa nada ecumênico:
“A esta única Igreja, nós a veneramos [...] Ao mesmo tempo que Ele pediu pela alma - ou seja, pela cabeça - também pediu pelo corpo, porque chamou o seu corpo como único, isto é, a Igreja, por causa da unidade da Igreja no seu esposo, na fé, nos sacramentos e na caridade. Ela é a veste sem costura (Jo 19,23) do Salvador, que não foi dividida, mas tirada à sorte. Por isso, esta Igreja, una e única, tem um só corpo e uma só cabeça, e não duas como um monstro..." (Jo 21,17) (Papa Bonifácio VIII, Bula Unam Sanctam, 1302).
Se você já não professa a Fé na Igreja Una, renegando dessa forma o Credo, não há possibilidade nenhuma de haver unidade entre nós. Estamos separados, pela Fé, pelo Credo que repetiremos até morrer!
Você acusa a Missa em latim de ser algo egoísta.
''e, outra ao invés de pensar em latim....escrever em latim....pensar na missa como algo egoísta....'' (sic). [Negrito nosso.]
Ora, não foi você quem pediu para que esqueçamos o que nos divide? E porque você não esqueceu o latim que atualmente divide os pobres fiéis enganados e o Clero? Por acaso você teve outro ataque de amnésia ao protestar contra o precioso Latim que o Papa tanto quer?
Não é muito caridoso de sua parte acusar o Papa Bento XVI de egoísta e muito menos um Papa Santo como São Pio V que codificou a Missa tridentina que é em latim.
Você prega o respeito a tudo, menos para os que defendem o retorno do Latim. Muito “respeitosa” a srta. “A”!
Vocês carismáticos estão mais preocupados com o rebola-rebola nos festivais de “rock-cristão” e com o pandeiro e o rock na Missa, do que com as determinações do Sumo Pontífice. Graças a Deus saímos das garras desta heresia da qual, um dia, desgraçadamente, participamos. Graças à Virgem Santíssima, que nos permitiu enxergar nossos erros e expulsá-los.
O Papa pede o Latim e o canto Gregoriano, e os fogosos carismáticos só querem bailar e enrolar a língua em seus ataques histéricos.
Enquanto uns agitam, a Igreja agoniza. Em seus encontros carismáticos não foi lido o recente documento do Papa? Ah, vocês não precisam de Papa, pois são guiados pelo Espírito que não é o Santo. Pelo que sabemos, não é Deus quem edifica movimento de heresias...
Leia, mas leia com atenção o que disse o Papa em sua Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis:
“A fim de exprimir melhor a unidade e a universalidade da Igreja, quero recomendar o que foi sugerido pelo Sínodo dos Bispos, em sintonia com as directrizes do Concílio Vaticano II: (182) exceptuando as leituras, a homilia e a oração dos fiéis, é bom que tais celebrações sejam em língua latina; sejam igualmente recitadas em latim as orações mais conhecidas (183) da tradição da Igreja e, eventualmente, entoadas algumas partes em canto gregoriano. A nível geral, peço que os futuros sacerdotes sejam preparados, desde o tempo do seminário, para compreender e celebrar a Santa Missa em latim, bem como para usar textos latinos e entoar o canto gregoriano” (Papa Bento XVI, Sacramento Caritatis, (69)”.
Viva o Papa! Viva Bento XVI! Que se mordam de raiva os carismáticos!
Você aceita essa recomendação papal, prezada “A”? Nós do Apostolado Defesa Católica proclamamos total adesão a essa orientação e recomendação do papa Bento XVI.
Contra a Rcc ficamos com o Papa!
Será que você, por amor ao que nos une, vai passar a respeitar e amar o santo Latim utilizado na Igreja por quase dois mil anos, e tão querido por nosso Papa?
Foi só abandonar o Latim e explodiram os abusos litúrgicos promovidos pelo clero corrompido, influenciando os leigos. A unidade produzida pelo Latim foi quebrada pelo democrático ato de abraçar a língua de cada nação. A sacralidade foi perdida. No lugar do santo gregoriano, triunfou o Rock acompanhado da cuíca, do pandeiro e do reco-reco.
Quando as Missas eram em latim os fiéis obedeciam mais a Deus, porque se compreendia que a Missa era algo superior à natureza dos Homens. Todavia, triunfou o humanismo, e pior, no seio da religião de Deus. O egoísmo humanista atingiu a Missa que se tornou no Vaticano II, um objeto das vontades humanas.
Os homens se voltaram para si, e deram as costas para Roma! Poucos ouvem o Papa. O Latim se foi, e com ele a unidade entre os católicos. Veio o ecumenismo pretendendo restabelecer a unidade perdida com os hereges, e mais divisão foi trazida.
Quanto desastre! É o fruto da vaidade.
No final de sua carta você ainda tenta salvar a maléfica Rcc dizendo, desesperadamente, que ela foi aceita pela Igreja:
“ahh .. a RCC foi aceita pela "nossa" igreja....se vc realmente ama a sua igreja deve respeitá-la... e aceitá-la com todos seus movuimentos e pastorais....” (sic) [Negrito nosso.]
Minha cara, um movimento herético não pode fazer parte da Igreja. A Rcc é um inimigo dentro da Igreja e não parte dela. O papa São Pio X, já em seu tempo, denunciou que os inimigos mais perigosos são os menos declarados e que se disfarçam no seio da Igreja com peles de ovelhinha, quando na verdade são lobos:
“E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do êrro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos...” (São Pio X, Pascendi Dominici Gregis).
A Rcc é um joio que precisa ser extirpado. E ela não foi aceita pela Igreja coisa nenhuma!
Movimentos pastorais não são matéria de infalibilidade papal.
E por acaso lhe ensinaram o que é infalibilidade? Atrevo-me a deduzir que “não”. Ninguém é obrigado aderir a movimentos pastorais para ser católico: esse dogma só existe na sua cabeça cheia de falsos carismas. É por amor à Igreja que não aceitamos esses movimentos pastorais que laicizam o ofício apostólico.
E você fez muito bem ao colocar essas aspas em “nossa” Igreja, pois sua Igreja não é Una e nem Santa, portanto, não é a Igreja Católica. Essa Igreja é a sua e não nossa.
A Igreja a que pertencemos é militante e intolerante com as heresias. A Igreja a que pertencemos gerou santos valentes que defenderam com suas vidas a verdade do Evangelho. A Igreja pela qual lutamos é Una, é Santa, é Católica fora da qual ninguém se salva. A Igreja pela qual vivemos hoje agoniza, e o Papa sabe disso, pois em sua primeira homilia como Sumo Pontífice pediu orações para não recuar diante dos lobos. Ele sabe que em Roma há lobos, e ferozes. Não só em Roma, mas até no Brasil existem lobos que uivam dentro e fora da Igreja. Mas o papa pediu orações. Ele quer enfrentar a alcatéia, pois a Igreja agoniza.
Enquanto a nova geração curte o “rock-cristão”, a Igreja sangra por várias feridas, como diz uma amiga nossa. E apesar da Igreja estar sendo fuzilada por todos os lados, os pobres festeiros de cristotecas anunciam: “agita católico!”. O Papa pede orações e esses ingratos festejam!
O Papa parece estar solitário nessa luta! Mas os legítimos católicos anunciam: “Santo Padre, o senhor não está só”.
Esse papa valente quer “liberar” a Missa de Sempre e por isso enfrenta os ataques da alcatéia modernista. Não seja egoísta como os lobos camuflados em Roma. Ajude-nos com orações ao Papa que sofre silenciosamente. Peçamos a Deus o Latim que o Papa pede... Peçamos mais obediência ao Papa... Peçamos mais amor a Deus sobre todas as coisas, e principalmente acima da Rcc, que tanto mal trouxe para dentro da Igreja.
Chega de festa carismática! Chega de cristotecas do Diabo! Nesse mundo há uma guerra entre a Igreja e a anti-Igreja, entre os filhos da Virgem e os filhos da serpente. São os covardes que festejam na guerra. Os católicos nasceram para a luta, e para isso serve a Crisma que nos fez soldados de Cristo. É a Cruz que recebemos na fronte, e por essa Cruz devemos combater. A Igreja precisa de soldados que rezam, que estudem a sã Doutrina para saber defendê-la. De católicos reboladores estamos fartos! A Igreja não precisa de dançarinos ou tocadores de guitarra, mas de fiéis que defendam a Fé tão atacada pelos ferozes hereges desse tempo de trevas.
Seja apenas Católica, sem renovação, pois a Igreja é imutável, e não se renova protestantemente. Como mariposa ou batráquio. Ou como a serpente que troca de pele mas não de veneno.
Junte-se a nós nesse combate pelo Papa que sofre.
Na violenta tempestade que enfrentamos, ele é a nossa Rocha segura.
Nossas esperanças se firmam no Vigário de Cristo.
Que o doce Cristo na terra nos devolva a doce Missa de Sempre.
Salve Benedictus XVI, qui venit in nomine Domine! Viva o Papa!
In Jesu et Mariae, semper
Apostolado Defesa Católica
Campo Grande-MS, 27 de junho, festa de São Cirilo de Alexandria, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja.
Nota: Por se tratar de uma carta particular encaminhada a um membro do Apostolado Defesa Católica, optamos por não divulgar o nome do remetente.
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