Por que a Igreja não condena logo a RCC? PDF Imprimir E-mail
Cartas - RCC

Remetente: Leandro
Data: 24/07/2008


Gstaria de saber o porque da Igreja católica Apostólica Romana aceitar um movimento protestante como a RCC que prega coisas absurdas (para não dizer diabólicas), trazendo engano, falsas doutrinas e heresias dentro da Igreja!

O Porque até agora a Igreja se cala, será que o papa está sabendo das aberrações?? Será que a Igreja vai permitir isso até a \"bomba estourar\" (outra reforma!), se é que ainda tem jeito...

Como é feito os avisos e comentários para o papa??! Quem é responsável por isso.... ?


RESPOSTA

Prezado Leandro,
Salve Maria!
 
Apesar do grande atraso, finalmente passo a responder sua carta.
 
Você nos escreve indignado com o silêncio do clero que nada faz para eliminar do seio da Igreja as heresias da protestante Renovação Carismática. Seu protesto é perfeitamente compreensível, diante da atual inércia  de alguns bispos e padres que favorecem enormemente a atuação destrutiva dos maus.
 
Os pastores, que deveriam ser os guardiões das almas, parecem dormir enquanto os lobos estraçalham o rebanho fragilizado. A censura parece abolida. O bisturi da excomunhão relegado ao esquecimento. Não há mais medo de punição, pois ela é praticamente inexistente.
 
Se os médicos resolvem aposentar seus instrumentos de guerra, as doenças e os vírus tomam conta do hospital. Assim, um clero que resolve baixar as armas de combate, favorecem a proliferação de heresias. E foi o que aconteceu quando o Vaticano II pastoralmente abriu as portas da Igreja para o modernismo. Os erros fervilharam. Veio a marxista Teologia da Libertação. E das terras protestantes, o câncer da renovação... O carismatismo protestante.
 
Esse câncer se alojou no seio da Igreja e rapidamente se alastrou, infectando fiéis, clérigos, invadindo paróquias e seminários. São muitas as almas protestantizadas pelas idéias carismáticas.

Após tanto tempo desenvolvendo-se livremente, o câncer carismático se agravou de tal modo que, para extirpar esse tumor protestante do organismo da Igreja será necessário um procedimento cirúrgico lento, que exigirá do Papa sabedoria e prudência para salvar o maior número de almas possível.

Quando um médico opera um paciente canceroso, cuja situação é gravíssima, cuidará ele para não matar os órgãos saudáveis e salvar, tanto quanto possível, os que estão ameaçados. Assim, creio, está procedendo o Papa Bento XVI para resolver essa crise profunda, jamais vista na História da Igreja.

Com a reforma da Missa Nova, reintroduzindo o latim, o canto gregoriano, e os padres voltando a celebrar na antiga posição versus Deum, as missas de cura e libertação da Renovação Carismática, e outras profanações do tipo, ficam liquidadas. 

Sem as missas protestantes na Renovação Carismática será bem mais fácil convencer o povo dos erros do movimento.

Agora foi comunicado que o Papa fará uma visita a Fátima no mês de maio, e que, durante uma das missas, anunciará “uma mensagem fundamental para este tempo em que vivemos, que é o desafio da santidade”.

Rezemos para que essa mensagem seja, por fim, o tão esperado terceiro segredo que Nossa Senhora revelou em Fátima. Se o Papa fizer isso, será o fim do modernismo e o sepultamento da Renovação Carismática.

Para encerrar essa carta, gostaria de fazer um pequeno reparo, que creio ser fruto de sua justa indignação.  Disse você que a Igreja está morrendo. Isso não será possível. Como um navio em mar tempestuoso, a Igreja pode até ser ataca por “ondas” violentas que por vezes ameaçam afundá-la. Mas a barca de Pedro jamais irá naufragar. Pois foi Cristo quem infalivelmente garantiu: “E as portas do inferno não prevalecerão sobre ela...”.

In Jesu et Maria, semper
Eder Silva

 
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