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O Apostolado Defesa Católica é formado por leigos católicos residentes em Campo Grande-MS e Dourados-MS.

O grupo foi consolidado em março de 2005 por jovens que estudavam a doutrina Católica através da Associação Cultural Montfort, após palestras ministradas pelo professor dr. Orlando Fedeli, presidente da referida Associação.

Permanecendo fiel e obediente à Santa Igreja Católica Apostólica Romana, o objetivo deste Apostolado é defender a Sã Doutrina contra os erros doutrinários de nosso tempo, utilizando os ensinamentos eclesiásticos imutáveis e lutando sempre pela permanência e honra da Santa Missa Tridentina.

O site www.defesacatolica.org, que iniciou em junho de 2007, é um instrumento de comunicação de extrema importância que será utilizado para dar espaço às notícias relevantes do mundo católico, às polêmicas decorrentes da defesa da Igreja e, como não hão de faltar, às denúncias de abusos litúrgicos em Mato Grosso do Sul que, porventura, chegarem ao nosso conhecimento. Para saber mais, por favor, escreva-nos.

Virgem Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós!
São Luiz Maria Grignon de Montfort, rogai por nós!




De Paris a Montlhery pelo Rei

Conta a história que o rei Luís IX, quando da morte de seu pai, o rei Luís VIII, tinha doze anos. A França herdava um rei menino. Após sua sagração em Reims, o jovem monarca da França, por envio e conselho de sua mãe, a rainha Branca, partiu para visitar as principais cidades de seu reino, a fim de que conhecesse o seu povo. A escolta do rei era pequena, o que a tornava bastante vulnerável.

Após visitar a primeira cidade, Orleans, retornava o rei para Paris, quando foi parado por um mensageiro, que contou-lhe sobre uma conspiração para tomar-lhe o poder. Os conspiradores diziam que o reino não poderia ser bem governado por uma mulher e por um menino, e por isso planejavam atacar a escolta e apoderar-se do rei.

O bem moço rei então, o futuro São Luís, convicto de que não poderia com tão pequena escolta defender-se daqueles senhores insubmissos, decidiu recuar ao castelo mais próximo, o de Montlhery. De lá mandou um aviso à rainha: ele e seu reino corriam perigo.

A rainha Branca mandou então um apelo a todos os parisienses: “Vosso rei está em perigo, venham ao seu socorro”.

Um verdadeiro levante, imediatamente, de Paris, tomou caminho em direção a Montlhery. Artistas deixavam seu trabalho, comerciantes suas lojas, todo mundo, homens, mulheres, crianças, tomavam o caminho de Montlhery. .

No percurso, alertavam a população dos campos: “Querem tirar nosso rei, ajudem-nos a protegê-lo”.

Jamais se viu um rei entrar em Paris de forma tão emocionante. De Montlhery a Paris, todas as estradas, todos os caminhos estavam negros de tanta gente. Cada um se armou como podia: um com martelo, outro com uma forquilha; alguns membros das milícias comunitárias tinham uma espada. Mas, armada ou não, havia ali tal multidão, que os traidores não ousaram nem aparecer.

***

De modo semelhante, nosso século conspira para tirar Nosso Rei do trono. Sintomaticamente, nas Igrejas, o Rei dos reis não mais ocupa a posição central, sobre o altar. Foi relegado a uma posição bem mais modesta, um quartinho, no fundo do templo.

Essa mudança nas igrejas é um reflexo de uma mudança das consciências. Cristo era rei das consciências. Por isso, nas repartições públicas, para se dar um exemplo, reconhecendo-se esse reinado de Nosso Senhor, havia imagens de Jesus nos locais mais visíveis, e nas constituições reconhecia-se Sua verdadeira Igreja.

Cristo era reconhecido como Rei.

Hoje Cristo desapareceu das leis, da moral - que hoje adota um nome bem mais naturalista que cristão, a saber, a ética – e dos corações. Cristo continua sendo Rei, mas ninguém o reconhece. Os conspiradores O destronaram.

***

Como os parisienses da França do século XIII, embora em muito menor número, nós, do Apostolado Defesa Católica, impelidos pela Rainha das virgens, também branca, pela pureza, que nos alertou em Fátima do processo de destronamento de Seu Filho, queremos sair às ruas, começando pelas estradas da internet, para lutar por nosso Rei. Para isso temos as mesmas armas daqueles bravos franceses: a forquilha, o martelo, e também a espada.

Não nos damos o direito de primeiro tornar-nos hábeis cavaleiros, para depois lutar.  Se aqueles franceses assim tivessem feito, talvez o reino da França tivesse sido tomado. Somos frágeis, reconhecemos. E sabemos até, que embora possa ser inútil a batalha, valerá ainda a beleza de combater por nosso Monarca.

Lutamos com as armas que temos. Levantamo-nos por estes caminhos virtuais com a forquilha da oração e o martelo e a espada do argumento, para dilatar o número de fiéis que têm Cristo como Rei, devolvendo a Nosso Senhor, nestas pessoas, uma parte de seu merecido trono.

Que Nossa Senhora, Rainha da Guerra, nos dê força par lutar por seu Filho, o Rei dos reis.

Mário Bezerra


"Estoura a guerra sob 'poeira' mordaz
Ao soldado resta apenas uma luz
Uma batalha em terra sem paz
E a vitória do peso da Cruz"
[Eder Silva]

 

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Nota

"SOBRE OS DIREITOS E DEVERES DOS LEIGOS CATÓLICOS"
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